Não Há Céu Nem Promessas Eternas
Num hotel luxuoso isolado do mundo, um detetive confronta Sybil Lowland, uma mulher presa a uma cama e a um segredo sobrenatural que pode explicar uma série de suicídios inexplicáveis na cidade.
Noutra história, uma jovem devastada por um crime brutal vagueia entre memória, trauma e vingança, presa a um ciclo de dor que ameaça consumir tudo à sua volta.
Por fim, numa cripta onde a realidade se dobra a forças antigas, um grotesco espetáculo é apresentado a entidades imortais que observam a humanidade como mero entretenimento.
Entre horror, culpa e desejo, estes contos mergulham no lado mais sombrio da condição humana, onde a solidão, a violência e o poder do inexplicável podem alterar destinos, ou destruir o próprio mundo.
There Is No Heaven nor Eternal Promises
In a luxurious hotel isolated from the world, a detective confronts Sybil Lowland, a woman confined to a bed and bound to a supernatural secret that may explain a series of inexplicable suicides in the city.
In another tale, a young woman devastated by a brutal crime wanders between memory, trauma and vengeance, trapped in a cycle of pain that threatens to consume everything around her.
Finally, in a crypt where reality bends to ancient forces, a grotesque spectacle is presented to immortal entities who observe humanity as mere entertainment.
Between horror, guilt and desire, these stories plunge into the darkest side of the human condition, where loneliness, violence and the power of the inexplicable can alter destinies, or destroy the very world itself.
Dois contos de horror e fantástico nascidos de um jogo literário entre dois autores: um desafio em que cada um escrevia um capítulo. Uma encruzilhada onde nenhum caminho leva de volta ao início.
Em Fragmentos, um homem anónimo acorda todas as manhãs com o eco de batalhas que não travou. Os sonhos são demasiado reais: neve negra, uma criança que aponta para caminhos sem destino, e uma mulher de cabelos negros que o persegue. À medida que a fronteira entre o que sonha e o que vive se dissolve, as memórias que deveria ter começam a emergir. O que revelam é pior do que o esquecimento.
Em Fenrir, William é uma criança que não fala, não olha nos olhos e comunica com o mundo de uma forma que os pais ainda não aprenderam a decifrar. A sua única ligação verdadeira é Fenrir, um cão de pelagem lobeira que parece ser simultaneamente irmão, guia e espelho. O único ser com quem William parece inteiramente ele próprio. Quando Fenrir morre e é substituído, algo na família muda de forma irreversível. William cresce, fecha-se ainda mais, e a floresta à volta da casa começa a responder a uma parte dele que ninguém consegue alcançar.

