Terminar de ler.
Há uns meses tive uma experiência estranha com um livro. Tinha acabado de comprar um Kobo e precisava de um livro qualquer para o testar. Resolvi fazer o que já fiz muitas vezes: comprei um livro de olhos fechados. Saiu-me na rifa o Obsessão da Morte. Até calhou bem, no sentido em que estava a começar o Projeto TDC e precisava de sondar outros livros. O que se seguiu nunca me tinha acontecido antes: comecei a ler e, sinceramente, nada me atraiu. São mais razões do que consigo enumerar. Mas isto vai melhorar, pensei, ainda não cheguei às cenas spicy que tanto estão na moda. Essas cenas só pioraram a minha opinião e então considerei não ler o resto. Foi nesse momento que me apercebi: nunca desisti de ler um livro.
Agora percebo que é um processo que nunca interrompi definitivamente. Fui procurar na internet e há muita gente que não termina os livros que compra. Não percebo como, sinceramente. É importante terminar para ter uma opinião devidamente fundamentada, completa, do aglomerado de letras, frases e ideias que, no fim, cria um livro. Acabei de ler o Obsessão da Morte, em português, para variar um pouco das hordas de livros em inglês que andava a consumir. A minha opinião não mudou, mas pelo menos é uma opinião completa. O que tenho a retirar de positivo é que, depois desse livro, li o Quarta Asa e foi um salto gigantesco. Gostei bastante e estou a ler o Chama de Ferro, sim, em português também. O terceiro já está na lista, mal posso esperar para lá chegar.
Moral da história: se encontrarem um livro menos bom, leiam até ao fim. Pode abrir a porta para um outro livro que vos saberá dez vezes melhor.
Até breve,
S.R
Fui enganado no Fiverr e voltei para mais.
Inserir thumbnail do YouTube: cara de total choque.
Quando estava a preparar o pequeno livro de contos, precisava de uma capa, toda a gente precisa de uma capa. Andei às voltas a tentar materializar a minha ideia, para chegar à conclusão de que sou uma nódoa em edição de imagem. Nada funcionava. Agora, em vez de ter três pessoas a ler, ia ter uma, e ia ser eu.
Resolvi virar-me para o Fiverr, que tantas vezes já me salvou. Procurei e encontrei um freelancer que me interessou. Abordei-o, expliquei o que queria, paguei e esperei. Estava a jantar quando recebi uma notificação: a encomenda estava pronta. Saltei da mesa e vim ao computador ver a obra de arte num monitor que lhe fizesse justiça.
Abri o ficheiro e fiquei a olhar uns cinco minutos. A imagem era magnificamente genérica e absolutamente gerada por IA. Para não passar por embirrante, peguei no que tinha entregue como conceito ao freelancer e coloquei-o como prompt numa IA para gerar imagens. Esperei e para nenhuma surpresa, a imagem que recebi era 95% igual; apenas mudavam algumas cores e a fonte com o título. Já uso o Fiverr há anos e nunca me tinham tentado enganar. Senti-me uma vítima da minha própria presunção, como me atrevia eu a querer uma capa a preço acessível? O mais estranho é que o portefólio deste freelancer era impecável, sedutor até. Entrei em contacto com ele e enviei as provas: duas imagens iguais em quase tudo, feitas da mesma forma. Esperei dois dias pela resposta. Esse sublime momento. "Isto não é só meter um prompt, depois também editei as sombras e coisas".
Aceitou devolver-me o dinheiro e virei-me para outro. Esse sim, deu-se ao trabalho de me perguntar todos os detalhes do que queria: o que tinha corrido mal com o outro freelancer, as minhas expectativas, as cores a usar, a fonte. Tudo. Foi muito cordial e entregou uma imagem que funcionou à primeira, muito melhor do que o esperado. Cobrou-me exatamente o mesmo que o primeiro, mas devolveu o triplo do valor. Ainda há pessoas decentes neste mundo, e a minha fé na humanidade foi restaurada, por alguns minutos.
Procuras uma capa? Tenho todo o gosto em dar a informação por email, é só ir a «Contacto» e fazer a pergunta.
Até breve,
S.R
Olá mundo da escrita.
Há muito tempo que tinha decidido não fazer mais nenhum site, fosse qual fosse o projeto. A verdade é que hoje em dia há muitas opções para nos fazermos representar, mas sinto que para algo como escrever precisava de um espaço mais meu. Sim, mas porquê um nome em inglês num site para um autor português? Em primeiro lugar, gosto do nome. Assenta muito bem no trabalho que estou a desenvolver. Em segundo, no momento de autopublicar "Não Há Céu nem Promessas Eternas" não me ocorreu outro. Fiz várias experiências em português e nenhuma funcionou. Cedi facilmente ao nome que uso agora para uma espécie de editora fictícia. Não passa disso, é um rótulo, também para me organizar.
Então bem-vindos ao meu site. O meu nome é S.R. e há alguns meses decidi, finalmente, começar a escrever ideias e histórias que tenho na minha mente há muitos anos. A razão… talvez seja por necessidade, ou uma forma de escapismo. É certamente para responder a um sonho que sempre tive de ter um livro publicado. Não sei o que o futuro reserva, mas sei que tenho uma paixão por livros de fantasia e que quero dar vida a todas as histórias que tenho imaginado ao longo dos anos.
Até breve,
S.R

